terça-feira, 18 de julho de 2017

C.

Quatro anos. Quanto tempo podemos passar amando a mesma pessoa sem que isso se esgote? Bem, eu pensei que isso ia passar, mas já fazem quatro malditos anos. 
Você pode dizer que é exagero meu, e que faz quatro anos que nós nos conhecemos, não que a gente se ama. Ops, que eu te amo. Mas sim, eu te amo há quatro anos. Eu te amei desde a primeira vez que eu te vi. 

A primeira conversa: admiração. Você tão linda, cantava tão bem. Eu tão tímida. Mas tomei coragem e fui! Eu falei com você. Você tão simpática. Eu tão sem jeito. Gostei da sua blusa? Sério? Mas eu já disse, você era tão simpática, e disse que gostou da minha jaqueta horrível. Eu tão nervosa. Você tão calma. Balancei a cabeça em positivo, tão nervosa, que fiz mais vezes que o necessário. E você sorriu. Meu Deus, você sorriu! Admiração. Linda, canta bem, tem um sorriso lindo, é simpática. Nós conversamos. Tão doce você parecia. Admiração. Tanta admiração. E você pegou a minha mão. Nós entramos. E foi aí que tudo começou. 

O começo: Amor. Eu te amei desde o início. Claro que não da mesma forma que amo hoje. Aquele amor era puro. Casto. Aquele amor de quem se conhece, se descobre. Você sempre tão doce, atenciosa, cuidadosa. Você sempre com aquele sorriso. Você sempre tão carinhosa. Você sempre me fazendo sentir segura. Você não ria do meu jeito, nem achava estranho. E eu tinha tanto medo naquela época. Mas você achava graça e sorria. Meu Deus, você sorria! Os olhinhos quase fechados, um sorriso tão aberto. Dizia que eu era fofa, mas você era muito mais! Ria de todas as minhas piadas sem graça. Admiração. Amor. Você cuidava de mim, estava sempre por perto. Você me mantinha segura de mim mesma e do mundo. 

As descobertas: Eu vi você beijando ela. Sim, eu vi você beijando sua amiga. Você surtou tanto. Foi a primeira vez que te vi chorar de desespero. E como você chorava, Boo! Achou que eu ia te julgar. Achou que eu ia te dedurar. Achou que eu ia te afastar. Mas eu te acolhi. Te acolhi e coloquei debaixo das minhas asas de fada. Na nossa capa de invisibilidade. É o nosso segredo, não vou contar a ninguém. E não contei. 

O ponto positivo: Eu já sabia que estava apaixonada por você. Eu sempre fui. Desde a admiração, lembra? E por tamanha admiração eu achei que nunca teria uma chance. Jamais. Uma menina tão bonita, simpática… Ela só olha pra mim com olhos de amizade. Sim. Porque eu sempre pegava seus olhos em mim tanto quanto grudava os meus em você. Eu odiei ver, mas agora estava ali, brilhando para mim, a esperança. Você beijou ela, mas eu era suficiente pra você me beijar? 

Os segredos: Ela era seu dragão. Isso é tão óbvio. E quando descobriram, eu já sabia, mas você contou. E eu disse ok. Você estava com tanto medo de te descobrirem. Descobrirem algo que você nem realmente era, você dizia. É só com ela. Como um defeito de fábrica. Ok, então. Juntamos agora o ciúme no amor e admiração. Mas ok, agora, como nosso segredo e piada interna, eu era seu dragão. 

O primeiro beijo: Cada vez mais próximas. Cada vez mais juntas. Eu adorava te olhar dormir. Na mesma posição que dormia, acordava. Completamente diferente de mim. Mas você não se importava com os braços e pernas que eu jogava pra todo lado e pedia, dorme comigo? E eu te olhava dormir. Te olhava acordar. Te olhava cair no sono. Recebia seus carinhos, cafunés. Seus beijos no meu rosto, na testa. Recebia seus beijos perto, cada vez mais perto de onde eu realmente queria. Você chegava ali bem no cantinho da minha boca e beijava, e depois sorria. Mas não era aquele sorriso dos olhos fechados. Era aquele sorriso que puxava o canto dos lábios. E piscava pra mim. Deus, você piscava pra mim! 
E naquela noite, em meio a segredos contados no quarto onde só havia eu e você. Em meio a risadas e piadas. Em meio a discordâncias de qual era a melhor música, banda, o melhor filme. Em meio carinhos e abraços. Em meio a sorrisos que não eram daqueles que fechavam os olhos, eram daquelas que só levantavam o canto da boca, eu quis brincar. Eu quis brincar de chegar quase lá, e depois piscar. Você fazia, não é? Eu também poderia fazer. Mas eu não era você. Você é controlada e eu sou espontânea. Uma espontaneidade fofa, você dizia naquela época. Tão impulsiva. Quando ia ver, já tinha feito. E fiz. Era pra ser no canto da boca, mas eu errei. Errei feio. Ou errei bonito. Talvez, na verdade, eu tenha acertado em cheio. Foi a primeira vez que eu toquei o paraíso. E eu nem ao menos sabia fazer aquilo. Mas você não se importou em me ensinar. Eu toquei o paraíso e ele soltou seus anjos no meu estômago, enquanto eu encontrava o céu, só que da sua boca. Pela sua boca. Naquela época você era o meu anjo. Meu anjo da guarda. Lembra? Admiração. Amor. Você sempre tão carinhosa, simpática, cuidadosa, carinhosa. Naquela época. 

Te deixo ir...

Te deixo ir. Finalmente, te deixo ir. Não porque não te quero mais, mas sim porque te quero muito. Muito bem, e muito feliz. 
Te deixo ir porque me desapeguei do apego e do egoísmo de querer você pra mim, e principalmente me desapeguei do meu ego que queria que você me amasse, como eu te amava. Amo. 
Te deixo ir, porque na verdade, nunca esteve. Somos pássaros voando no céu, tentando encontrar no horizonte liberdade, e quem sabe no caminho, algum ninho. Pássaros que se cruzaram no céu, se acompanharam por um pequeno percurso, mas que depois foram seguir outros horizontes. Eu estava me recusando a seguir meu horizonte, queria seguir o teu. Finalmente queria parar de voar e ser teu ninho. Mas o vento mudou nossos caminhos... 
Te deixo ir, pássaro vermelho, não vou mais te acompanhar. Mas, enquanto esse amor habitar em mim, serei teu ninho no céu toda vez que a gente se cruzar. Conta comigo pro que precisar. 
Te deixo ir, porque me deixei ir, porque descobri que o amor é livre, desimpedido. E que quando está lado a lado por opção, e não pressão, é bem mais bonito.

Fragmentos de M (2).

Dor de cabeça. De novo, outra vez, sempre. Droga de dor de cabeça. Droga de cabeça, aliás. Sabe quando você sente que todas as decisões que você toma estão erradas, e que não importa pra que lado você siga, você permanece perdida? Aaaaaarg, e pra acompanhar, a dor de cabeça. Os meninos me chamaram pra festa, eu preciso ficar bêbada o suficiente pra esquecer dela. Ou pra esquecer de mim. Ou dos dois. Ou de tantas e tantas coisas mais. Das pessoas que se foram, das que ficaram mas não é mesma coisa, dos meus projetos pendentes e inacabados, dos meus amores vãos que eu não me lembro de esquecer. É, é ele ainda. Ou ela? Ou os dois. Por que escolher um só? Por que ser de um só? Não é que eu não ame, ou que eu não me importe, é que me importo e amo muitas pessoas diferentes, ao mesmo tempo às vezes, e ninguém entende isso. Eu sinto falta dela... Eu sinto falta dele... Ou talvez eu só sinta falta de sentir alguma coisa. Esse vazio me engole. Esse buraco gigante de nada me encurrala. E eu estou no fundo dele. Porque é isso que eu tenho, é isso que eu sou: nada. E.Essa.Dor.De.Cabeça.Que.Não.Passa. Parece um sino de igreja na minha cabeça. Odeio sinos. E odeio tudo que é repetitivo, monótono. Odeio tudo que não muda. Por isso eu sou assim, mudo de tema toda hora. Mas no final, é bem capaz de eu estar falando sempre da mesma coisa: meu egoísmo enorme, minha carência eterna e esse meu pavor da solidão. 

À.

A madrugada traz o rolê
A madrugada traz a lua 
Mas a madrugada traz a sensação de que ainda sou tua 

A madrugada traz a bebida
A madrugada traz a boca daquela moça gostosa pra beijar 
Mas a madrugada também me lembra que eu não consigo te apagar 

A madrugada traz a euforia 
A madrugada traz o lado feliz da minha personalidade
Mas a madrugada também me lembra que é só você quem me conhece de verdade 

A madrugada traz mentira 
A madrugada traz vaidade 
A madrugada me faz comer outra sabendo que é de você que tenho vontade 

Minhas madrugradas tem se resumido nos bares 
Onde eu vou pra te esquecer 
Mas não tem nenhum garçom desses bares, amor 
Que não saiba quem é você

Meu vão.

Eu tento me explicar,
Mesmo tu não pedindo explicação.
Tenho muitos aos meus pés,
Mas ainda tô na palma da tua mão.

Que ironia, não?

Mesmo com o peito carregado de verdades doloridas e sentimentais.
Sorrio e vivo meu vão.

Documento sem título.

Eu queria dizer que meu quarto assistia mais um fim de outra história comum. Mas que hipocrisia chamar nossas histórias de amor de histórias comuns. Porque cada romance faz a gente crescer a amadurecer de um jeito diferente, numa fase diferente, em aspectos diferentes. E se não te fez mudar, e nem crescer, não foi amor. Eu deixei um pouco de mim, e trago um pouco de todos os meus amores. Tenho dificuldade com pontos finais. Pra mim todos eles são reticências. Como uma ex disse, não muda o amor, muda o modo de amar. 

Fragmentos de M.

Mais uma dose. Agora vai! A tontura veio mais forte, a vodka desceu rasgando. Mas agora tinha que vir, o porre tinha que vir. Eu tô rindo demais, e alto demais. Acho que tá vindo. Guardei o celular bem no fundo da bolsa, por que não sei que vontade é essa que dá de ligar pra ex quando a gente tá de porre. Vontade de ligar e gritar: EU NÃO AAAAMO MAIS VOCÊ. OUVIU? EU TÔ NUMA BOOOOA. E chorar depois por tudo ser mentira. E o fato de eu estar ligando já significa que eu não tô numa boa e que eu não esqueci nada. Mas essa noite não tem choro, e não tem ligação pra ex. Não, essa noite não. A tequila desce leve, por isso eu bebo mais três doses. Ou seis. Pelo menos eu já estava bêbada demais pra contar. Meus amigos já estão com seus casinhos antigos, com novos ou com os dois. As meninas me puxam pro trenzinho; uma delas me beija; outra também; gente, essas meninas estão assanhadas hoje. Mas espera, sou eu que estou beijando elas. Gente, eu tô assanhada hoje. Começa a rodinha da boquinha da garrafa, e eu me pergunto como fui parar lá embaixo tão rápido. Desce quente, e desce muito. Alguém me puxa. Meu Deus. Tem o rosto muito parecido com o dele, mesmo que ele seja muito mais bonito. Mas é parecido. E por isso eu deixo, deixo ele me beijar sem nem falar nada comigo. Ele não beija tão bem quanto ele. Ele não me segura tão forte quanto ele. A boca dele não encaixa simetricamente e perfeitamente na minha como a dele. Mas espera, ele não é ele... Mas é parecido. Mas não é ele. E cadê a droga do meu celular pra eu ligar pra ele e dizer que eu estou beijando alguém muuuuuuiiittttooo melhor que ele? Melhor não procurar, porque seria uma puta mentira. Ele não chegava aos pés dele. E confesso que quando ele me soltou e foi buscar outra, eu agradeci. Eu bebia pra esquecer, mas que merda mais eu podia fazer se agora nem bebendo eu esquecia? 

Ar.

No auge da minha contradição
Digo que te perdi quando te deixei.
Digo que não consegui quando nem tentei.
Digo que tentei fugir mas nem me mudei.

No auge dessa vida lenta
Minha sanidade já não aguenta.
Se o que me salva é o que me arrebenta.
Como chegar em 100% se a meta é 90?

G.

Minhas horas com você duram o tempo dessas velas queimarem por completo. 
Iluminados apenas por elas, nossos corpos nus fazem sombra no teto. 

Meu dia contigo dura o tempo desse sorvete que estamos comendo derreter. 
E estamos no verão, é melhor tu se apressar em comer… 

Minha percepção dos traços do teu rosto só duram o tempo que tu tá perto, enquanto eu consigo olhar. 
Depois que tu tá longe demais, minha miopia não me permite te enxergar. 

Minha noite contigo dura até o céu mudar de cor. 
Quando ele fica claro, sumo junto com meu amor. 

Nosso romance só dura
O tempo que tem que durar. 
Gasto tempo certo contigo. 
Só tempo que devo gastar. 

Parece frio, calculista. 
Mas prefiro sol e odeio matemática. 

A realidade é só que eu tenho uma lista de prioridades na qual você não se encaixa. 

Blá blá blá.

Eu me apaixono por qualquer um que me dá um pouco de atenção. Mas sabe por que? Porque se essa pessoa me der ideia, depois de 5 minutos ela me cansa. 
Eu tenho muitos amores porque não tenho nenhum. Eu tenho muitas paixões pra esquecer a única que realmente foi verdadeira.
Digo, minhas paixões até são verdadeiras e genuínas. Mas vão embora tão rápido quanto chegam. Me enchem de tédio com a mesma intensidade que me enchem de interesse. 
Sabe, eu falava tanto dela, julgava tanto, e acabei me tornando um espelho dela, procurando ela em tudo, porque não posso ter ela. 

Irônico. A coisa que eu mais quero evitar é a que eu mais quero encontrar. 

Ciclo.

Eu sinto meu vazio transbordar. 
As palavras na minha garganta engasgam. 
Porque, na verdade, não tenho nada pra falar. 

Carinho, admiração, desejo 
Não é amor. 
E passa,
Demore o tempo que for. 

Aquilo que me rasga e faz sangrar a alma 
É o que eu procuro. 
Algo que seja meu precipício e meu porto seguro. 

Eu espero aquela paixão que incendeia a alma, 
E te faz cometer as piores e melhores loucuras. 
Que me faça sentir obscena e pura. 

Eu quero algo que me faça sentir viva. 
Que desperte em mim o que ninguém consegue despertar: 
A constante vontade de ficar. 

Eu procuro um amor que não existe. 
Aquele amor que todo mundo procura, 
E talvez ninguém consiga achar. 

Aquele amor que completa e faz transbordar. 

E, meu bem, enquanto não for esse amor, 
Eu vou enjoar. 
Mesmo que sinta sua falta por um tempo,
Depois vai passar.

A única dor que em mim nunca sara, 
É a dor que carrego por não saber amar. 

F... Dois.

No meio da corda bamba eu ando querendo me jogar. 
Pra que tentar me equilibrar se meu sonho é voar?

A, B e C.

Sabe quando pessoa B entra na sua vida e faz você achar que não ama mais pessoa A? Sabe quando pensa: ok, já foi, já era, não sinto mais nada e agora você é uma estranha pra mim. Ok, já foi, amor. Não te amo mais. Só que, BAM, pessoa B também vai embora da sua vida, e aparece pessoa C. Pessoa C faz você perceber que na verdade pessoa B não era nada a ver, mas você volta a pensar em pessoa A… Pessoa A antes totalmente superada agora se torna tão presente que parece que está mais nos seus pensamentos agora que passou no seu passado. São o que? Uns 2 anos? Talvez 3 se for contar o tempo que pessoa A não sabia o quanto eu já era apaixonada por ela. Pessoa A agora volta com tudo nos seus sonhos, nos seus sentimentos, na sua cabeça. Seus pensamentos são: Nossa, ela realmente me esqueceu, e 2 anos passaram comigo tentando superar ela. Por um breve momento você achou que pessoa B tinha retirado tudo… Mas estava só adormecido, esperando voltar. 

E pessoa C? Não sei.

M.

Viu? Eu já saí do temo central do parágrafo, como tu disse que não era pra fazer. Mas eu sou assim: nada do que eu faço ou falo, sai na ordem certa. Não foi diferente com a gente.

F.

Eu percebi na minha vida que "nunca mais" é tanto tempo quanto "pra sempre", e que eu sou inconstante demais pra prometer qualquer um dos dois.

domingo, 2 de julho de 2017

11 de fevereiro de 2014.

No meio do furacão não tem uma parede pra você recostar quando está cansada, né? No meio da euforia todo mundo te vê, mas ninguém te repara. A festa é um lugar cheio demais para repararem teu vazio. Ser normal é que te faz enlouquecer. Mas depois da avalanche tem que vir a calmaria, e é aí que você não sabe lidar. O silencio te grita coisas que você não quer escutar. Por isso você sempre procura por mais. Mais do que? Não sabe, e por hora, nem quer saber. Reserva um tempo pra fumar e pra beber, porque mal tu sabe se fazer. Mas bem? Bom, você não sabe mais o que te faz bem. Você só sabe o que faz você não desanimar de uma vez. Conta até três e vai! Porque o fogo que te queima é o que te distrai, e distração é o que você mais procura.

26 de fevereiro de 2014.

Eu quero vulgarizar esse sentimento. Esse sentimento puro e limpo dentro de mim. Essa vontade de cuidar de você, de te abraçar, de te ouvir, de te ajudar, de te levantar de qualquer poço que você fosse cair na vida. E depois te ajudar a se limpar das sujeiras de lá. Eu quero vulgarizar esse frio na barriga, esse sorriso bobo que vem sozinho no meu rosto cada vez que eu falo com você. Eu quero vulgarizar essa minha vontade de te acariciar, de te olhar, te tocar... Eu quero vulgarizar a vontade de te mandar um presente, de te mandar um poema, de te mandar um texto, só porque eu acho que você vai gostar, porque eu te conheço bem, mesmo não entendo suas atitudes. Eu quero vulgarizar o nervosismo e minhas mãos tremendo quando ouço dizer que você vem, e vulgarizar as fantasias que faço com a sua chegada também. Eu quero vulgarizar esse sentimento que tem seu rosto: lindo. Eu quero exterminar esse sentimento de mim, porque eu não sei lidar com ele. E também porque você nem liga. Eu quero vulgarizar a vontade que eu tenho que você chegue logo, e a dor da tua partida. Eu quero vulgarizar isso antes que você faça primeiro. Antes que você ria da minha cara ou faça piada com meus sentimentos. Antes que eu não consiga mais controlar, não consiga mais esconder. Eu vou ser só aquela que beija, transa, mente, finge e vai embora, como os outros, porque ai você quer, né? Aí você aceita, e não faz piada. Aí você não vulgariza, porque já está vulgarizado. Eu quero ser mais uma na tua vida, ao invés te der essa vontade e certeza que eu podia ser especial. Eu vou ser pra ti como mais uma na lista de um cantor ou mais um beijo do carnaval. Legal, mas esquecido no segundo seguinte. Eu vou vulgarizar e tratar esse sentimento como nada, como normal e igual. Eu vou fingir como os outros, mentir como outros, rir alto como os outros, porque assim, você me trata como os outros, e fica comigo. Eu vou transformar toda essa pureza em safadeza, toda essa vontade de te abraçar na maior transa da sua vida. Porque é isso que você quer, né? Eu vou me vulgarizar, eu vou te vulgarizar, eu vou nos vulgarizar, pra nos fazer acontecer. Já que não posso ter tudo, que pelo menos tenha um pouco de você.

27 de fevereiro de 2014.

Eu flutuei quando ela me beijou 
Esqueci o que era gravidade 
Mas de repente ela disse que era só um lance 
E eu cai com tudo na terra da realidade

Eu esqueci como é isso de andar
Eu tava voando 
Mas tenho que manter os pés no chão 
Se não o vento da esperança vai me levando

Eu não quero mais me iludir, sabe? 
A última vez me rendeu alguns ossos quebrados 
E quanto maior a altura que você sobe no amor 
Mais, ao cair, fica machucado

Era lindo lá em cima 
Tinha a lua e as estrelas 
As pessoas gritavam lá de baixo pra eu tomar cuidado 
Mas como estava tão alto, não conseguia nem ouvi-las e nem vê-las

Mas eu voltei 
Eu voltei pra cá 
E por mais forte que esteja a chuva agora
Vai passar

M.

Eu não consigo ser eu 
Com você eu viro outra pessoa 
Fico mais engraçada, mais gente boa...

Eu não consigo ser grossa 
Eu fico até mais leve
Então se eu for um pouco piegas, releve...

Contigo tudo fica mais difícil 
Mais complicado de lidar 
Porque eu tomo todo cuidado do mundo pra não te machucar...

Eu entendo tua essência 
Mas nunca vou entender tuas atitudes 
Então se eu ficar perdida no meio do caminho, me ajude...

Eu to fazendo o melhor que posso 
Pra não estragar tudo dessa vez 
Então sempre que penso em explodir, respiro e conto até três...

Eu não quero perder teu sorriso
Eu não quero perder teu olhar 
Que droga, eu piro até no teu jeito de falar...

Eu to de quatro. De lado, de frente, de costas, cabeça pra baixo 
Pra ti eu fico em qualquer posição 
Mesmo tudo isso sendo correspondido ou não...
E eu não to me aguentando 

To me sentindo cada vez mais descontrolada 
Eu penso em você o dia todo, e em mais nada

Eu to tentando segurar 
Eu to tentando te cegar pra você não ver
Que to completamente louca e apaixonada por você...

Intro.

Praia. O cair do sol no horizonte. O céu num azul meio verde. As estrelas e a lua bem fracas querendo se mostrar presentes. Meus cabelos estavam voando com o vento que soprava. O vento era frio, mas o clima estava quente, então acabava sendo refrescante. O mar bem na frente quebrava com ondas fortes. Ondas de fim de dia. Ondas de ressaca. Eu olhava fixamente aquelas ondas quebrando, em pé na areia, um pouco afastada de onde água chegava. Uma calça preta, uma camiseta simples cinza e um cardigã também preto. Descalça. As mãos ao lado do corpo brincando com o vento, consertando as mechas do cabelo que voavam no meu rosto vez ou outra. Pensando. 

Minha vida era uma sequência de decisões certas nas horas erradas. Ou simplesmente decisões erradas. Ou simplesmente horas erradas. Eu simplesmente decisões tomadas por mim, isso já era um resumo do desastre. Não importa qual decisão eu tomasse, no momento que eu tomasse: sempre soava errado. Sempre soava como se eu estivesse prejudicando alguém. As consequências me encurralavam, cercavam, asfixiavam. Errado, errado, errado. Você tem as intenções tão bem postas na sua cabeça, porque quando você age sempre saem erradas? Eu pensava pela milésima vez comigo mesma. Existe algo, time o nome. Time é o nome que dão pra sabermos a hora certa de fazer as coisas. Eu nunca sei. Se algum ser divino me fez, esqueceu de por o tal time. Se a Terra quem me fez, esqueceu que trazer dos meus ancestrais o tal time. Eu simplesmente passava todo tempo pensando qual era a hora certa de fazer algo, e quando fazia, sempre era a hora errada. Incrível, não é? 

Já pensei em morte. Já pensei em mudança. Já pensei tanto, e quase nada fiz. A morte soa muito covarde pra mim, mesma que atrativa. E mudança... Por onde começa a mudança? Pelo começo. Mas qual o começo? Por onde eu tenho que começar pra me sentir menos inútil e infeliz? Liberdade soa bem e solitária. Ficar sozinha me agrada, ficar solitária não. Eu já enganei a mim mesma por muito tempo sempre encontrando desculpas na minha atual situação para não ser ou fazer o que eu queria. Mas acho que cheguei em um ponto da vida onde as desculpas acabaram. Elas esgotaram. Não há mais desculpas, porque para todos os empecilhos eu encontrei uma solução. Mas para cada solução eu encontrei uma consequência monstruosa. E medo. Comodismo soa tão hipócrita pra mim, porque eu não me sinto nada confortável. Aliás, onde quer que eu esteja, eu me sinto desconfortável, errada. Uma peça que não faz parte do quebra-cabeça. Hey, stranger o que faz aí o meio dessas pessoas que não se parecem nada com você? No meio de tantas pessoas que você não se identifica? Stranger... Estranha. Meu adjetivo mais perfeito. Estranha num mundo onde não faz parte de nada, e nada faz parte de si.

Eu queria ter instintos como o mar. Ou afunda, ou fica no raso. Ou então aprende a nadar. Mas nem sempre você consegue nadar. Só se você for muito bom, dependendo do mar.

Uma vez me falaram que eu nunca termino a temática dos meus textos com o mesmo tema do começo. Que eu devia tentar seguir o mesmo tema até o final. Olha, eu tenho tentado fazer isso na vida. Mas não consigo sem nos textos ainda.



11/01/2015 - 20:05 - Dormingo.

Por que será que ela tem pavor de ficar sozinha? Ela tem pavor de se encontrar consigo mesma e perceber que a vida dela é um ciclo vicioso de uma rotina inútil. 

Desabafo.

Talvez eu seja o inverso do que mostro, total contrário do que eu quero. Talvez eu não tenha sido e demonstrado tudo que eu sentia. Talvez eu não tenha realmente investido como eu queria. Talvez meu receio me parou no meio e minha vontade não me deixa voltar. Talvez, menina, até nisso eu fique sem saber lidar. Talvez eu tenha ficado no mais ou menos, não fui e não te deixei ir. Talvez eu tenha ficado no mesmo lugar com a intenção de fugir. Talvez eu não seja 100% eu 100% das horas. Talvez eu não tenha vivido todas as minhas memórias. Talvez eu invente a maioria das minhas histórias. Talvez eu não seja o que queria, talvez eu não seja tudo que podia, talvez eu não esteja buscando tanto assim a minha alegria quanto pensei. Talvez eu não tenha posto em prática tudo aquilo que imaginei. E me confundi nas aparências das emoções. Talvez tenha confundido corações e razões. Talvez eu não consiga te soltar por não ter feito tudo aquilo que eu queria. Talvez eu me recuse a deixar de saber do teu dia. Talvez o que eu gosto ao mesmo tempo me irrita. Talvez eu seja preguiçosa demais pra voltar a fita. Talvez eu não saiba demonstrar. Talvez eu não tenha o jeito que eu queria pra falar. Talvez o motivo da minha reclamação eu mesma tenha causado. Talvez tentando acertar, eu tenha feito tudo errado. Talvez eu esteja abrindo a ferida tentando fazer sarar o machucado. Talvez eu não goste de carência mas não consiga ficar sem ninguém do lado. Entende o paradoxo, a contradição? Entende que nem tudo que eu tenha feito eu tive a intenção. E nem tudo que eu não fiz eu não tenha feito questão. Entende que metade dos esforços que a gente faz, é em vão. Então… talvez eu queira só desabafar, tudo que aquilo que eu não saberia explicar se eu quisesse falar. 
Isso eu termino pra começar. 

M. Part 2.

Abri o peito e chorei. Chorei por ela mais uma vez, mais umas três. Abri o peito e me deixei sentir a saudade que dá por não tê-la aqui. Abri o peito e me permiti chorar, todas aquelas palavras que eu nunca vou saber xingar, ou falar. Abri o peito pra fechar meu coração pra ela, pra dizer que não tinha mais espaço pra mágoa e rancor. Abri meu peito pra todo ódio que eu sentia, pra deixar entrar amor. Abri meu peito esperando que a dor saísse junto com as gotas salgados dos meus olhos, mas ela ainda estava ali, não queria ir. Abri meu peito me agarrando na esperança de que isso faria ela voltar, mesmo que meu orgulho diga que ela nunca vai me amar. Abri meu peito com medo de me machucar de novo, medo de sentir de novo, medo de sufocar de novo. Abri meu peito pois era minha última opção, os sentimentos nunca são controlados pela razão, que grita, que berra: ELA-NÃO-TE-MERECE. FINGE QUE NUNCA EXISTIU. ESQUECE, ESQUECE! Mas com o peito aberto eu não consigo escutar, meu peito sangra a vontade de voltar. De ouvir tua voz, de lembrar de nós, de vontade de te tocar. De vontade de pegar o primeiro avião e viajar. Conhecer a cidade e poder finalmente te olhar… De Perto. De certo estou sendo meio piegas e clichê. Mas já me acostumei a parecer ridícula quando se trata de você. Abri o peito e chorei hoje, como das outras vezes, dizendo que era a última vez. Mas, amor, eu disse isso em todas as três.

M. Part 2. Poema.

Foi por ela o sexo de sábado, o porre de domingo.
Foi pensando nela que naquele dia eu te beijei sorrindo.

Foi, na verdade, esperando por ela que te aguardei.
Foi, na verdade, buscando por ela que te encontrei.

Projetei em outro corpo meu tesão e meu desejo sufocado.
Ouvi “te amo” enquanto te amava calado.
Foi querendo sentir teu perfume o motivo pela qual tenho respirado.
Foi querendo me abrir só pra ela que pros outros eu tenho me fechado.

Era a pele dela que eu queria acariciar, sentir, beijar.
Me desculpa se na hora H não é seu nome que eu vou chamar.

Eu só vim pra essa cama essa noite porque tu tinha um traço dela.
Mas cada vez que tento achar, percebo que há mais mulher nenhuma igual àquela.

Não pra mim, não pra minha paixão, não pro meu mundo.
Não pro meu coração magoado e vagabundo.
Que quanto mais ignorado, mais humilhado e mais desesperançado
Se encontra cada vez mais apaixonado.

Nessa noite com a lua brilhando eu olhei pras estrelas pensando no brilho dos olhos dela.
E me chamaram de bêbado louco enquanto cantava no caminho a cappella.
Pra ela. 

10

Em que etapa da vida a gente aprende a executar o famoso conselho: gostar de quem gosta da gente? Em que etapa da vida eu vou aprender o equilíbrio entre se importar e se prender? Em que ponto da vida eu vou saber até onde é só festa e até onde a pessoa realmente se importa. E o que é realmente se importar? Até que ponto eu exagero nos meus sentimentos explosivos e implosivos? Eu não sei como me portar. Eu não sei lidar. Eu não sei lidar com a falta de atenção e nem com o excesso dela. Eu não sei lidar com a vida no geral. Eu não sei lidar com a ausência do que fazer, e nem com afazeres demais. Eu não sei. Eu não sei até que ponto é carência pedir atenção, querer perto, querer que importe. Eu não sei até que ponto a gente banalizou a palavra amigo e depois não soube mais com quem contar. E eu já não sei lidar. Não sei lidar com os compromissos às seis da manhã, e odeio ficar sem ter o que fazer. Eu não sei até que ponto nos escravizam pra gente não viver. E não sei até que ponto é assim que tem que ser. Eu não sei até que ponto eu me descontrolei, menina. Eu não soube e ainda não sei lidar. E por mais que não exista parte certa, a sua errada sempre fazia me humilhar. Eu não sei lidar com essa estranha saudade, que mais parece vaidade. Eu não sei lidar. E por mais que não admita, ainda quero uma mão pra me segurar. 

9

É difícil deixar um sentimento que é tão teu, tão puro e tão especial ir embora. É difícil deixar algo que se ama partir de dentro de você, mesmo que por fora ele já tenha ido. É difícil, mas a gente tem que conseguir. Por que se não vai ser isso? Me maltrata, me destrata e eu continuo aqui? Não é orgulho, é amor próprio. As pessoas estão perdidas sim, mas isso não significa que você pode sair machucando outras pessoas porque está machucado (é compreensível, mas não aceitável). As pessoas estão perdidas e nem sempre sabem o que fazem, mas até que ponto se deve pensar mais na dor do próximo que na sua? 

9

Mas eu ainda guardo aquela esperança no fundo do peito, quieta, de que um dia você ainda vai vir, e não vai deixar nosso “nós” morrer. Porque eu ainda prefiro que ele vire outra coisa, do que, que vire nada. Mas se tiver que virar nada… Se tiver que virar nada, eu vou deixar. 

Segunda, com amor e com tédio.

Fica, menina. Fica um pouco até o céu alaranjar pela manhã. Fica pra provar da minha vitamina de banana com maçã. Fica até que minha loucura fique um pouco sã. Fica, menina. Fica aqui me cuidando, porque você é a única que ainda vem me relaxando… Você é a única que ainda vem me reparando. Você mal encosta no meu cabelo pra fazer cafuné e eu já tô cochilando. 

Você ouvindo Oasis no Ipod. E outras bandas que eu não conhecia, mas que você vai me mostrando. Do agito que eu tenho me enfiado na vida, você é a única que vem me acalmando. 

Reclama dos vários deveres da faculdade, e que ainda tem que trabalhar. E se julga toda vez que lembra que deixou todos pra lá quando te pedi pra ficar. 

Vai contando dos projetos futuros, dos problemas familiares. Dos shows das bandas favoritas, da vontade de conhecer tantos e tantos lugares. 

Diz que não sabe porque vem. Diz que não suporta ir embora. Sabe, menina, nos últimos seis meses, eu não me senti tão bem quanto agora. 

Tão segura, tão cuidada, tão amada. Na verdade, eu nunca tinha me sentido tão bem tratada. Você duvida, mas eu tenho me esforçado pra te manter na minha vida. Querida, você foi a única que faz parar de sangrar a minha ferida. 

Mas eu não quero te fazer de tapa buraco, de consolo, de ombro pra chorar. Você é muito mais do que eu já pensei em encontrar. Mas eu ainda não consegui me apaixonar… 

Mas menina, não quero desperdiçar nossa chance. Não quero te deixar fora de alcance. Vamos com calma, com cuidado, com amor. Vamos transformar em prazer toda a dor.

E você continua aí, me fazendo cafuné, ouvindo Oasis e falando da vida. Não tem nada que eu ande querendo mais, querida.

Dependência.

Se eu ouço uma música, é por você. Se eu ouço uma música pra pensar em alguém, é querendo afetar você. Se eu quero estar feliz, é pra afetar você. Se eu não quero estar triste, é porque eu não quero que você me veja triste. Se eu quero seguir a vida e ser feliz com outra pessoa, é porque eu quero te esquecer. Entende? Tudo na minha vida tem relação com você. Tudo. Tudo que eu faço, tudo que eu ando sendo, tudo que ando sonhando. Tudo, tudo, tem alguma relação com você. E eu tô de saco cheio disso. De sentir falta sem sentir falta. De sentir esse sentimento que nem sei mais o que é, mas só pode ser amor. Ou obsessão. Sentir esse sentimento que se pergunta todo dia pela manhã, se você acordou bem; Se você dormiu bem; Se sonhou ou teve pesadelo; Se algum momento desse sonho eu apareci; Se você acordou mal humorada, ou bem humorada; Ou simplesmente como você acordou. Toda tarde se pergunta o que você tá fazendo; Se tá tudo bem; Se você tá rindo, ou chorando; Se tá triste, ou feliz; Se algum momento dessa tarde, nos festivais de imagens avulsas que surgem do nada na cabeça, a minha passou pela sua cabeça; Se você está com outra pessoa; Se você está feliz com essa pessoa. E toda noite, se você foi dormir bem; Se você parou pra pensar na vida antes de dormir, ou caiu num sono rápido; Se, mais uma vez, eu passei, assim meio que sem querer e sem muita importância, pela sua cabeça. Mas eu não passo. Não como você passa pela minha, vinte e quatro horas por dias, sete dias por semana, trinte e dois dias por mês, mil dias por ano. É sempre você, por você. Até quando é os outros, é você. E eu não quero mais que seja você, mas eu também não quero que não seja ninguém. E pra achar alguém melhor pra ficar no seu lugar, vai demorar, porque eu te achava tão perfeita. Ou meu amor nos olhos te deixava perfeita? Não, EU te achava perfeita. Acontece. Porque você é parecida comigo. E eu gosto de quem não presta, do que não presta, porque eu não presto. 

N. Part 4.

A lembrança é tão distante que parece falsa. E talvez até seja. 
E quando um grande amor vira um estranho? E quando aquela música toca e você não sente nada? E quando até o sentimento de nostalgia não vem mais?

Com contraditório é estar farta de estar vazia?

Eu ouvi Vanguart e quis morrer, mas dessa vez não foi por você, amor. 
Ou foi?

Eu sou tão contrária ainda. 
E ando tão perdida.

N. Part 3.

O gosto amargo da cerveja tirou o gosto de menta e cigarro que a tua boca tinha. 
Como era mesmo a textura da tua pele? 
Ele deve saber…

Amor, eu fiz de tudo errado 
E finalmente consegui perder, de vez, você.

N. Part 2.

Ainda dá tempo de pedir desculpa por todas as merdas que eu fiz?
Ainda dá tempo de me arrepender de todas as oportunidades que perdi se te fazer feliz?

Você sempre vai ser um dos mais maiores arrependimentos. Sempre vai ser o amor da minha vida. Você sabe. Eu sei. Nós sabemos. E mais ninguém precisa saber.

Você foi o único segredo que eu guardei e ainda guardo.

Minha mentira favorita.

N. Part 1.

Shiiiii, me escuta falar. 
Escuta todas as mentiras verdadeiras que eu tenho pra contar.

Não vou apelar pra lembranças dessa vez. 
Até porque já se passou tanto tempo, que não lembro nem de um terço do que a gente já fez.

Digo as coisas mais simples. As banais. 
Como cheiro, toque, gosto. 
Aquelas coisas que a gente não achava nada demais.

Babe, eu me tornei uma chorona. 
Desculpa não ter aprendido a manter a pose de durona.

E fazia tanto tempo que eu não chorava. 
Parece que as lágrimas de anos vieram de uma vez, 
Eu quase me afogava.

Eu não vou pedir pra você ficar. 
Você sabe que é umas das coisas que eu nunca pediria.

Eu só quero que mantenha sua promessa de que sempre me amaria.