Dor de cabeça. De novo, outra vez, sempre. Droga de dor de cabeça. Droga de cabeça, aliás. Sabe quando você sente que todas as decisões que você toma estão erradas, e que não importa pra que lado você siga, você permanece perdida? Aaaaaarg, e pra acompanhar, a dor de cabeça. Os meninos me chamaram pra festa, eu preciso ficar bêbada o suficiente pra esquecer dela. Ou pra esquecer de mim. Ou dos dois. Ou de tantas e tantas coisas mais. Das pessoas que se foram, das que ficaram mas não é mesma coisa, dos meus projetos pendentes e inacabados, dos meus amores vãos que eu não me lembro de esquecer. É, é ele ainda. Ou ela? Ou os dois. Por que escolher um só? Por que ser de um só? Não é que eu não ame, ou que eu não me importe, é que me importo e amo muitas pessoas diferentes, ao mesmo tempo às vezes, e ninguém entende isso. Eu sinto falta dela... Eu sinto falta dele... Ou talvez eu só sinta falta de sentir alguma coisa. Esse vazio me engole. Esse buraco gigante de nada me encurrala. E eu estou no fundo dele. Porque é isso que eu tenho, é isso que eu sou: nada. E.Essa.Dor.De.Cabeça.Que.Não.Passa. Parece um sino de igreja na minha cabeça. Odeio sinos. E odeio tudo que é repetitivo, monótono. Odeio tudo que não muda. Por isso eu sou assim, mudo de tema toda hora. Mas no final, é bem capaz de eu estar falando sempre da mesma coisa: meu egoísmo enorme, minha carência eterna e esse meu pavor da solidão.
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