Fica, menina. Fica um pouco até o céu alaranjar pela manhã. Fica pra provar da minha vitamina de banana com maçã. Fica até que minha loucura fique um pouco sã. Fica, menina. Fica aqui me cuidando, porque você é a única que ainda vem me relaxando… Você é a única que ainda vem me reparando. Você mal encosta no meu cabelo pra fazer cafuné e eu já tô cochilando.
Você ouvindo Oasis no Ipod. E outras bandas que eu não conhecia, mas que você vai me mostrando. Do agito que eu tenho me enfiado na vida, você é a única que vem me acalmando.
Reclama dos vários deveres da faculdade, e que ainda tem que trabalhar. E se julga toda vez que lembra que deixou todos pra lá quando te pedi pra ficar.
Vai contando dos projetos futuros, dos problemas familiares. Dos shows das bandas favoritas, da vontade de conhecer tantos e tantos lugares.
Diz que não sabe porque vem. Diz que não suporta ir embora. Sabe, menina, nos últimos seis meses, eu não me senti tão bem quanto agora.
Tão segura, tão cuidada, tão amada. Na verdade, eu nunca tinha me sentido tão bem tratada. Você duvida, mas eu tenho me esforçado pra te manter na minha vida. Querida, você foi a única que faz parar de sangrar a minha ferida.
Mas eu não quero te fazer de tapa buraco, de consolo, de ombro pra chorar. Você é muito mais do que eu já pensei em encontrar. Mas eu ainda não consegui me apaixonar…
Mas menina, não quero desperdiçar nossa chance. Não quero te deixar fora de alcance. Vamos com calma, com cuidado, com amor. Vamos transformar em prazer toda a dor.
E você continua aí, me fazendo cafuné, ouvindo Oasis e falando da vida. Não tem nada que eu ande querendo mais, querida.
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