Te deixo ir. Finalmente, te deixo ir. Não porque não te quero mais, mas sim porque te quero muito. Muito bem, e muito feliz.
Te deixo ir porque me desapeguei do apego e do egoísmo de querer você pra mim, e principalmente me desapeguei do meu ego que queria que você me amasse, como eu te amava. Amo.
Te deixo ir, porque na verdade, nunca esteve. Somos pássaros voando no céu, tentando encontrar no horizonte liberdade, e quem sabe no caminho, algum ninho. Pássaros que se cruzaram no céu, se acompanharam por um pequeno percurso, mas que depois foram seguir outros horizontes. Eu estava me recusando a seguir meu horizonte, queria seguir o teu. Finalmente queria parar de voar e ser teu ninho. Mas o vento mudou nossos caminhos...
Te deixo ir, pássaro vermelho, não vou mais te acompanhar. Mas, enquanto esse amor habitar em mim, serei teu ninho no céu toda vez que a gente se cruzar. Conta comigo pro que precisar.
Te deixo ir, porque me deixei ir, porque descobri que o amor é livre, desimpedido. E que quando está lado a lado por opção, e não pressão, é bem mais bonito.
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