domingo, 2 de julho de 2017

Dependência.

Se eu ouço uma música, é por você. Se eu ouço uma música pra pensar em alguém, é querendo afetar você. Se eu quero estar feliz, é pra afetar você. Se eu não quero estar triste, é porque eu não quero que você me veja triste. Se eu quero seguir a vida e ser feliz com outra pessoa, é porque eu quero te esquecer. Entende? Tudo na minha vida tem relação com você. Tudo. Tudo que eu faço, tudo que eu ando sendo, tudo que ando sonhando. Tudo, tudo, tem alguma relação com você. E eu tô de saco cheio disso. De sentir falta sem sentir falta. De sentir esse sentimento que nem sei mais o que é, mas só pode ser amor. Ou obsessão. Sentir esse sentimento que se pergunta todo dia pela manhã, se você acordou bem; Se você dormiu bem; Se sonhou ou teve pesadelo; Se algum momento desse sonho eu apareci; Se você acordou mal humorada, ou bem humorada; Ou simplesmente como você acordou. Toda tarde se pergunta o que você tá fazendo; Se tá tudo bem; Se você tá rindo, ou chorando; Se tá triste, ou feliz; Se algum momento dessa tarde, nos festivais de imagens avulsas que surgem do nada na cabeça, a minha passou pela sua cabeça; Se você está com outra pessoa; Se você está feliz com essa pessoa. E toda noite, se você foi dormir bem; Se você parou pra pensar na vida antes de dormir, ou caiu num sono rápido; Se, mais uma vez, eu passei, assim meio que sem querer e sem muita importância, pela sua cabeça. Mas eu não passo. Não como você passa pela minha, vinte e quatro horas por dias, sete dias por semana, trinte e dois dias por mês, mil dias por ano. É sempre você, por você. Até quando é os outros, é você. E eu não quero mais que seja você, mas eu também não quero que não seja ninguém. E pra achar alguém melhor pra ficar no seu lugar, vai demorar, porque eu te achava tão perfeita. Ou meu amor nos olhos te deixava perfeita? Não, EU te achava perfeita. Acontece. Porque você é parecida comigo. E eu gosto de quem não presta, do que não presta, porque eu não presto. 

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