Abri o peito e chorei. Chorei por ela mais uma vez, mais umas três. Abri o peito e me deixei sentir a saudade que dá por não tê-la aqui. Abri o peito e me permiti chorar, todas aquelas palavras que eu nunca vou saber xingar, ou falar. Abri o peito pra fechar meu coração pra ela, pra dizer que não tinha mais espaço pra mágoa e rancor. Abri meu peito pra todo ódio que eu sentia, pra deixar entrar amor. Abri meu peito esperando que a dor saísse junto com as gotas salgados dos meus olhos, mas ela ainda estava ali, não queria ir. Abri meu peito me agarrando na esperança de que isso faria ela voltar, mesmo que meu orgulho diga que ela nunca vai me amar. Abri meu peito com medo de me machucar de novo, medo de sentir de novo, medo de sufocar de novo. Abri meu peito pois era minha última opção, os sentimentos nunca são controlados pela razão, que grita, que berra: ELA-NÃO-TE-MERECE. FINGE QUE NUNCA EXISTIU. ESQUECE, ESQUECE! Mas com o peito aberto eu não consigo escutar, meu peito sangra a vontade de voltar. De ouvir tua voz, de lembrar de nós, de vontade de te tocar. De vontade de pegar o primeiro avião e viajar. Conhecer a cidade e poder finalmente te olhar… De Perto. De certo estou sendo meio piegas e clichê. Mas já me acostumei a parecer ridícula quando se trata de você. Abri o peito e chorei hoje, como das outras vezes, dizendo que era a última vez. Mas, amor, eu disse isso em todas as três.
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